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Nessa quinta-feira, 9/9, rolou o lançamento de A torção dos sentidos: pandemia e remediação digital. A conversa se deu entre os filósofos João Pedro Cachopo, Luisa Buarque, Marco Antônio Sousa Alves e Vladimir Safatle, que discutiram a recepção da obra de Cachopo no Brasil – com suas semelhanças e diferenças com Portugal, país de origem do autor –, os efeitos da remediação digital, acirrada pelas tentativas de contenção da pandemia, e o lugar da filosofia na sociedade. Confira o evento na íntegra no canal de Youtube da Elefante.

 

 

A pandemia não é em si mesma o acontecimento — eis a hipótese de que parte este livro. O acontecimento, precipitado pela conjunção de isolamento preventivo e uso exacerbado de tecnologias digitais, é a “torção” dos sentidos por meio dos quais nos imaginamos próximos ou distantes de tudo o que nos rodeia. Entre esses sentidos contam-se o amor, a viagem, o estudo, a comunidade e a arte. É pelo ângulo dessa hipótese, que é também uma provocação existencial e um desvio epistêmico, que muitas das questões sobre a crise do coronavírus são abordadas por João Pedro Cachopo. De que modo a pandemia está transformando nossa vida? Como podemos e devemos n os posicionar ética, política e artisticamente perante essas transformações? No que toca às consequências desta emergência sanitária, em particular às que decorrem do aprofundamento da revolução digital, estamos tanto sujeitos ao acontecimento quanto somos sujeitos dele.

 

A produção do evento e a mediação é de Isadora Attab, com apoio técnico de Thiago Barbosa, Bianca Oliveira e Lika Yoshida, e interpretação em Libras de Rosane Lucas.

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