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Fronteiras da dependência: Uruguai e Paraguai

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Fronteiras da dependência:
Uruguai e Paraguai
Organização: Fabio Luis Barbosa dos Santos, Fabiana Dessotti, Fabio Maldonado & Rodrigo Chagas

Edição: Tadeu Breda
Assistência de edição: Luiza Brandino
Preparação: Carolina Hidalgo Castelani
Revisão: Tomoe Moroizumi & Diana Soares Cardoso
Capa & projeto gráfico: Bianca Oliveira

Diagramação: Livia Takemura
Lançamento: julho de 2021
Páginas: 288
Dimensões: 13,5 x 21 cm
ISBN: 9786587235356

Descrição

Uruguai e Paraguai são dois países sul-americanos pequenos, mas muito diferentes entre si. Podemos até dizer que são opostos, a partir de um olhar tipicamente brasileiro.

O Paraguai é associado à precariedade e ao contrabando. Na linguagem comum, o adjetivo “paraguaio” descreve algo falsificado — o “uísque paraguaio” é um exemplo disso. E, como é de praxe acontecer com estereótipos, toma-se a parte (Ciudad del Este e o comércio de importados) pelo todo (o Paraguai).

Já o Uruguai é geralmente percebido como um país de gente culta, educada e cabeça aberta, em especial depois das legalizações da maconha, do casamento homoafetivo e do aborto, ações que reforçaram essa imagem. Essa perspectiva entende o país como um pedaço progressista da América Latina, menos desigual na economia e mais inclusivo nos direitos. Desse modo, enquanto o Paraguai é considerado uma sociedade atrasada, conservadora, autoritária e tutelada por um Estado repressivo, o Uruguai é associado a valores democráticos, liberdades políticas e a uma sociedade civil atuante.

Em síntese, se recuperarmos uma antiga dicotomia do pensamento latino-americano, podemos dizer que os uruguaios estão mais próximos do que poderíamos chamar de “civilização” na América Latina, e o Paraguai está associado à “barbárie”.

Em uma tentativa de ir além da glamorização do Uruguai e do preconceito com o Paraguai, a fim de abranger o entendimento da complexidade da realidade de cada um desses países, em dezembro de 2019, nós viajamos para esses locais, depois de um ano de estudos, e questionamos o motivo desses estereótipos. […] Nossa hipótese principal é que o Uruguai e o Paraguai são opostos de um mesmo fenômeno: constituem as fronteiras do capitalismo dependente na América Latina.

Na atualidade, enquanto o Uruguai vive o outono da cidadania salarial, a acumulação por despossessão que caracteriza o Paraguai se generaliza no subcontinente. Nas páginas seguintes, examinaremos ambas as situações, as quais nos incitam a refletir sobre o passado e o futuro da América Latina.

 

SOBRE OS ORGANIZADORES

Fabio Luis Barbosa dos Santos é professor do departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do programa de extensão Realidade Latino-Americana. É autor de Uma história da onda progressista sul-americana (Elefante, 2018), entre outros títulos.

Fabiana Dessotti é professora da área de relações econômicas internacionais do departamento de Relações Internacionais e membro do programa de extensão Realidade Latino-Americana, ambos da Unifesp.

Fabio Maldonado é professor de relações internacionais da Universidade Paulista (Unip) e mestre pelo programa de pós-graduação em integração da América Latina da Universidade de São Paulo (Prolam-USP). É membro do Núcleo de Estudos sobre o Capitalismo Dependente (Necad) e do Núcleo Práxis (Lephe-USP).

Rodrigo Chagas é doutor em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor de ciências sociais da Universidade Federal de Roraima (UFRR).