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Chegamos à metade de 2021 com mais de trezentos mil mortos em seis meses, totalizando pelo menos quinhentas mil vidas perdidas para a covid-19 em pouco mais de um ano de pandemia no Brasil. A essa altura, praticamente todos os brasileiros conhecem alguém (familiares, amigos, colegas) que morreu vítima da doença.

Somos um país afundado em um luto que não para de crescer. É uma tragédia gigantesca. E, em meio a tamanha desgraça, o presidente da República defende o uso de remédios comprovadamente ineficazes, faz campanha contra o uso de máscaras e ridiculariza pessoas morrendo de falta de ar.

É fácil e bastante compreensível abandonar qualquer tipo de esperança neste contexto. E isso nos ajuda a entender o impacto imenso que qualquer força no contra fluxo de tantas crises – a CPI da Pandemia parece ser um respiro, uma breve brecha de sanidade em que os arquitetos desse genocídio são questionados e podem vir a ser responsabilizados por suas atitudes.

Organizar a catástrofe é uma etapa fundamental para combatê-la. Nesse sentido, a investigação parlamentar, mesmo com encenações ridículas, mentiras galopantes e resultados institucionais limitados, é uma força importante contra o bolsonarismo, munindo a população de informações sobre o morticínio orquestrado pelo presidente.

É nesse sentido que reforçamos nossa crença em que o livro Bolsonaro genocida seja uma arma política essencial para o combate de ideias que estamos travando todos os dias, em todos os lugares, além de um documento histórico desses nossos tristes tempos.

Tivemos um certo atraso na finalização do livro, não porque demoramos para fazer nosso trabalho, mas porque estávamos com os arquivos prontos, esperando alguns desdobramentos da CPI da Pandemia. Essa espera possibilitou que a parte relativa à estratégia bolsonarista de disseminação da covid-19 fosse atualizada e complementada. Isso significa que o livro ficará ainda melhor. Ou pior: mais encharcado dos atos genocidas do presidente.

Agradecemos a todes que compraram Bolsonaro genocida em pré-venda – antes de mais nada, muito obrigado por aderirem a mais essa iniciativa da Elefante. O apoio de vocês viabilizou mais um título de nosso catálogo — e que título. Nosso desejo é que livros como esses nunca mais sejam necessários, mas diante de quinhentos mil mortos por uma doença que já tem vacina, eles são urgentes.

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